
Há uma expressão que, para mim, define na perfeição a Variante Espiritual do Caminho Português: “menos é mais”.
Menos quilómetros, mas mais intensidade.
Menos peregrinos, mais silêncio.
Menos estrada, mais natureza.
Menos pressa, mais tempo para olhar, para ouvir e, talvez sobretudo, para sentir.
Faço habitualmente esta Variante em quatro dias e, depois de a ter percorrido dezenas e dezenas de vezes, continuo a sentir que é um dos Caminhos mais completos que podemos fazer.
É verdade que, começando em Pontevedra, a Variante Espiritual não tem os 100 quilómetros necessários para, por si só, cumprir o requisito da Compostela. Mas esta questão merece ser entendida com algum cuidado, porque a Variante não é um caminho isolado.
Em Padrón, reencontra o Caminho Português tradicional e segue depois para Santiago.
Por isso, quem começa a sua peregrinação mais atrás, por exemplo no Porto, em Valença ou em Tui, pode integrar a Variante Espiritual no seu Caminho e continuar a cumprir a distância necessária para obter a Compostela, desde que sejam respeitados os restantes requisitos da peregrinação.
Para quem não caminha com o objetivo de obter esse documento, a questão é ainda mais simples.
A Variante Espiritual pode ser, por si só, um Caminho perfeito.
E talvez uma das suas maiores riquezas seja precisamente esta: ainda conseguimos encontrar momentos de silêncio, de tranquilidade e de verdadeira intimidade com o Caminho.
Em apenas quatro dias encontramos quase tudo aquilo que, para mim, faz um Caminho de Santiago.
História.
Espiritualidade.
Natureza.
Mar.
Rio.
Floresta.
Mosteiros.
Gastronomia.
Pessoas.
E, no fim, Santiago.
Mas há uma coisa que é difícil explicar a quem nunca fez este percurso.
Já fiz a Variante Espiritual dezenas e dezenas de vezes.
Conheço-a muito bem.
Há lugares que reconheço antes de lá chegar, curvas que sei que estão a aparecer, árvores que procuro, momentos do dia em que sei que a luz vai transformar uma paisagem.
E, apesar disso, cada vez que volto encontro qualquer coisa diferente.
Talvez porque o Caminho nunca seja exatamente o mesmo.
Ou talvez porque nós também nunca somos.
É por isso que continuo a voltar.
E é por isso que quero contar esta Variante não como quem explica um percurso, mas como quem partilha um Caminho que, de alguma forma, já faz parte da sua vida.
Pontevedra e a Igreja da Peregrina: onde começa o Caminho

A nossa jornada começa num lugar onde a própria arquitetura nos recorda aquilo que estamos prestes a viver.
Chegamos a Pontevedra, junto à Igreja da Peregrina.
Para mim, é muito mais do que um ponto de partida.
A Igreja da Peregrina é um dos grandes símbolos do Caminho Português e, na minha opinião, uma das igrejas mais importantes de todo o Caminho de Santiago.
A sua forma peculiar, inspirada numa vieira, tornou-a inseparável da identidade jacobeia de Pontevedra.
Quando chego aqui, gosto de parar alguns instantes.
Olhar para a igreja.
Respirar.
Sentir que, dali para a frente, vamos deixar progressivamente a cidade para entrar noutra dimensão.
Depois atravessamos o centro histórico de Pontevedra.
As pedras das ruas, as igrejas, as praças e os pequenos recantos lembram-nos que este não é um caminho inventado ontem.
Por aqui passaram peregrinos durante séculos.
Pessoas diferentes.
Com histórias diferentes.
Com razões diferentes para chegar a Santiago.
E nós somos apenas mais alguns.
De Pontevedra ao Mosteiro de Poio
Saímos de Pontevedra em direção a Poio.
O Mosteiro de San Xoán de Poio é uma das grandes referências monumentais desta primeira parte do percurso.

Gosto destes lugares porque nos obrigam a abrandar.
Um mosteiro nunca é apenas aquilo que vemos.
Há sempre uma história por trás das pedras, uma vida que passou por aquelas paredes, pessoas que ali rezaram, trabalharam, viveram e morreram.
Depois seguimos.
E pouco a pouco a paisagem começa a mudar.
A cidade fica para trás e aproximamo-nos novamente da Ria de Pontevedra.
Combarro: uma pequena joia junto à ria

Depois chegamos a Combarro.
E aqui costumo pensar que há lugares que não precisam de muita apresentação.
Combarro é simplesmente bonita.
Uma pequena joia junto à Ria de Pontevedra, com as suas casas de pedra, os hórreos, os cruzeiros e aquela relação tão particular entre a terra e o mar.
É uma antiga vila piscatória e agrícola e ainda hoje conseguimos perceber, através da sua arquitetura, a forma como a vida das pessoas estava ligada ao que a terra e o mar lhes davam.
Há algo de muito especial na forma como as casas se dispõem pela vila.
O mar está presente.
A terra também.
E tudo parece ter sido construído à medida da vida de quem aqui nasceu.
Gosto de atravessar Combarro sem pressa.
Há lugares onde o Caminho pede que caminhemos.
Aqui, por vezes, pede apenas que olhemos.



A subida para Armenteira
Depois de Combarro começa outra parte do Caminho.
Subimos.
E subimos.
E continuamos a subir.
É uma subida que se sente nas pernas, mas que também nos vai afastando lentamente da paisagem costeira.
Depois, quando começamos a descer para Armenteira, aparece o mosteiro.

Santa María de Armenteira.
É difícil explicar a minha relação com este lugar.
Talvez porque já ali cheguei tantas vezes.
Talvez pelas pessoas.
Talvez pelo silêncio.
Talvez por tudo isso.
Gosto de dizer que Armenteira é uma das minhas casas no Caminho.
As irmãs recebem-nos sempre com uma generosidade que não se esquece.
Também aqui há pessoas que, ao longo dos anos, passaram a fazer parte da minha história.

Uma delas é o Álvaro, do Café Bar O Comercio.
Já são muitas as vezes em que chegamos a Armenteira e sabemos que o Álvaro está à nossa espera.
A comida fica combinada e, quando nos sentamos, está ali.
Não há necessidade de grandes explicações.
É uma relação que se construiu com o tempo.
E são estas pequenas coisas que, para mim, fazem um Caminho.
A sensação de entrar num lugar onde já somos conhecidos.
De encontrar alguém que nos recebe.
De perceber que, algures entre uma passagem e outra, deixámos de ser apenas peregrinos.
Passámos a fazer parte daquele lugar.
Ao final do dia, depois das vésperas e da bênção do peregrino, há um momento de que gosto particularmente.
Sentar-me no claustro.
E não fazer nada.
Ficar simplesmente ali.
Ouvir.
O silêncio de Armenteira não é um silêncio vazio.
É um silêncio que parece ter presença.
E depois de um dia inteiro a caminhar, quando finalmente nos sentamos, há uma sensação difícil de explicar.
É como se o corpo estivesse cansado, mas a cabeça finalmente tivesse encontrado espaço.
A lenda de Ero e os duzentos anos
Há uma história de Armenteira de que gosto particularmente.
É a lenda de Ero.
Conta-se que Ero, cavaleiro da corte de Afonso VII, não tinha filhos com a sua mulher. Depois de pedirem a intercessão da Virgem Maria, ambos tiveram um sonho que lhes dizia que teriam muitos filhos espirituais.
Ero acabaria por fundar um mosteiro e tornar-se abade.
Um dia, perturbado pelas dúvidas sobre a vida depois da morte, saiu do mosteiro.
No caminho ouviu o canto de um pássaro.
Parou.
Escutou.
E quando regressou, tinham passado duzentos anos.
É uma história antiga, repetida na tradição medieval e associada à Cantiga 103 de Afonso X, o Sábio.
Mas há qualquer coisa nela que me toca.
Talvez porque no Caminho também perdemos a noção do tempo.
Um dia pode parecer uma semana.
Uma hora pode passar num instante.
E, às vezes, sentados num claustro ou no meio de uma floresta, deixamos de saber muito bem que horas são.
Talvez essa seja uma das coisas que procuramos quando caminhamos.
Perder, por alguns dias, a medida normal do tempo.
A Ruta da Pedra e da Auga: o bosque onde só faltam as fadas



Na manhã seguinte entramos na Ruta da Pedra e da Auga.
É provavelmente um dos lugares que mais vezes percorri na minha vida de Caminho.
E ainda hoje, quando entro naquela floresta, existe qualquer coisa que muda dentro de mim.
A ribeira de Armenteira acompanha-nos.
A água.
As pedras.
Os moinhos.
O musgo.
As árvores.
A luz.
Tudo parece encaixar-se.
Por vezes brinco dizendo que só faltam as fadas e os duendes saírem de trás das árvores.
E talvez alguém acredite mesmo que estão lá.
Tenho uma pequena tradição neste caminho.
Existe uma árvore coberta de musgo que cumprimento sempre que passo.

Não é importante para mais ninguém.
Mas é importante para mim.
De manhã, quando ainda existe orvalho, gosto de sentir aquele fresco.
É uma sensação simples.
Mas faz-me lembrar que estamos vivos.
Que existe água a correr.
Que existe uma floresta ali.
Que estamos a caminhar.
Já passei por aquela árvore dezenas de vezes.
E ainda paro.
Um caminho que conheço e que continuo a descobrir
Conheço esta floresta muito bem.
Há curvas que reconheço imediatamente.
Sei onde o caminho muda.
Sei onde a luz entra de determinada maneira.
Sei onde a água aparece.
Mas isso não significa que deixe de me surpreender.
Pelo contrário.
É talvez essa a coisa mais bonita de conhecer profundamente um lugar.
Quando já não estamos preocupados em descobrir por onde vamos, podemos finalmente reparar naquilo que está à nossa volta.
A posição do sol.
O cheiro da floresta.
Um som.
Uma árvore.
A água.
Um pequeno detalhe que noutra passagem não estava lá — ou estava, mas nós não o vimos.
Por isso gosto particularmente de fazer esta parte do percurso pela manhã.
A floresta parece ter outra vida.
E, mesmo depois de tantas vezes, continuo a entrar nela com a sensação de que alguma coisa me espera.
Vilanova de Arousa: o mar e o sabor das Rías Baixas
Depois da floresta chegamos a Vilanova de Arousa.

Voltamos a aproximar-nos da água e do mundo das Rías Baixas.
É uma terra muito ligada ao mar e à produção de mexilhão, através das suas bateas.
E há coisas que não precisam de muita conversa.
Chegar depois de uma manhã de caminhada e comer mexilhão é uma delas.
Gosto do Pé de Cuba e do Faro da Lua.
São lugares que fazem parte das minhas memórias deste Caminho.
Mas Vilanova é também o lugar onde começa uma das experiências que tornam esta Variante tão especial.
A Traslatio.
A Traslatio: quando o Caminho continua pelo mar

Entramos no barco e deixamos Vilanova.
A Ria de Arousa abre-se à nossa frente.
Depois seguimos pelo rio Ulla.
É uma experiência diferente de tudo aquilo que normalmente associamos ao Caminho de Santiago.
Segundo a tradição jacobeia, foi por esta via que chegaram à Galiza os restos mortais do Apóstolo Santiago, transportados pelos seus discípulos.
Ao longo do percurso encontramos os cruzeiros que marcam esta Via Sacra Marítimo-Fluvial.

Mas há uma coisa que, para mim, é ainda mais importante do que a própria história.
A confiança.
Muitas vezes fiz esta travessia na Amare Turismo Náutico
E muitas dessas vezes com o meu amigo Gabriel ao leme.

Já atravessámos esta ria em condições muito diferentes.
E sempre com a mesma preocupação: levar as pessoas em segurança.
Quando conhecemos alguém durante tantos anos, deixamos de precisar de muitas palavras.
Eu sei quem está ao leme.
O Gabriel sabe o que está a fazer.
E eu sei que posso seguir viagem tranquilo.
É uma daquelas coisas que o peregrino que chega pela primeira vez talvez não saiba.
Mas eu sei.
E saber isso dá-me paz.
As pessoas que fazem parte do meu Caminho
Há também o William.
Veio da Argentina, como tantos que procuram noutro país uma oportunidade para construir uma vida melhor.
É uma das pessoas que me ajuda quando preciso de transfers.
É meu amigo.
E gosto que ele faça parte desta história.
Porque, quando penso no Caminho, penso cada vez menos apenas nos lugares.
Penso nas pessoas.
Nas pessoas que conheci.
Nas que ficaram.
Nas que aparecem quando precisamos.
Nas que tornam tudo mais fácil sem sequer perceberem que estão a fazê-lo.
Talvez seja por isso que, para mim, o Caminho tenha deixado de ser apenas um percurso.
É uma pequena comunidade de pessoas espalhadas por vários lugares.
E eu tenho a sorte de fazer parte dela.
Pontecesures e Padrón
Chegamos a Pontecesures e voltamos a terra.
Seguimos para Padrón.
Aqui a tradição jacobeia torna-se ainda mais presente.
O Pedrón.
A história do Apóstolo.
A ligação entre este lugar e a chegada do corpo de Santiago à Galiza.
Recebemos a nossa Pedronía.
E depois há o polvo.
Porque um Caminho não pode ser feito apenas de espiritualidade.
Também precisa de uma boa mesa.
De comida.
De conversa.
De riso.
De coisas simples.

E depois Santiago
Depois de Padrón seguimos em direção a Santiago.
Faltam poucas horas.
E existe sempre uma sensação diferente quando sabemos que o destino está perto.
Mas, curiosamente, quanto mais vezes faço este Caminho, menos penso na chegada.
Claro que Santiago continua a emocionar.
A Catedral.
A praça.
Os peregrinos.
Aquela sensação de termos chegado.

Mas talvez o verdadeiro Caminho esteja noutra parte.
Está naquele momento em que alguém nos diz uma coisa que fica connosco.
Está no silêncio de Armenteira.
Está numa árvore coberta de musgo.
Está na luz dentro da floresta.
Está numa conversa com o Gabriel.
Numa mesa preparada pelo Álvaro.
Num transfer feito pelo William.
Está nas pessoas que caminhavam connosco quando ainda não sabíamos que iríamos guardar aquela memória.
E está também nos momentos difíceis.
Porque um Caminho perfeito não existe.
Existe o Caminho que vivemos.
A Variante Espiritual e a Compostela
Uma das perguntas que me fazem algumas vezes é se a Variante Espiritual permite obter a Compostela.
A resposta depende do ponto onde começamos.
Se começarmos a Variante em Pontevedra e fizermos apenas este percurso até Santiago, não atingimos os 100 quilómetros necessários para cumprir o requisito da peregrinação a pé.
Mas a Variante Espiritual pode perfeitamente fazer parte de um Caminho mais longo.
Quem começa, por exemplo, no Porto, em Valença ou em Tui, pode escolher a Variante Espiritual em vez de seguir sempre pelo percurso tradicional e, ao reencontrar o Caminho Português em Padrón, continuar até Santiago.
Nesse caso, o peregrino já traz consigo os quilómetros necessários para cumprir a distância exigida, desde que sejam cumpridos os restantes requisitos da Compostela.
Para mim, esta é uma nuance importante.
Não gostaria que alguém deixasse de conhecer a Variante Espiritual apenas porque ouviu dizer que “não dá Compostela”.
Dá para fazer parte de um Caminho que dá.
E, para quem não caminha com o objetivo de obter esse documento, a questão é ainda mais simples.
A Variante Espiritual pode ser, por si só, um Caminho perfeito.
Há quem caminhe pela Compostela.
Há quem caminhe pela fé.
Há quem caminhe pela natureza.
Há quem caminhe para se encontrar.
Há quem simplesmente queira viver a experiência.
Eu não acho que exista uma razão melhor do que outra.
O Caminho é de cada um.
Quatro dias para viver o Caminho com todos os sentidos
É por isso que continuo a acreditar que menos é mais.
Quatro dias podem parecer pouco.
Mas há quatro dias em que podemos viver uma cidade histórica, uma das igrejas mais emblemáticas do Caminho Português, um mosteiro, uma vila piscatória, uma floresta, um rio, o mar, uma travessia de barco, uma tradição com séculos, uma boa mesa e finalmente Santiago.
É muito.
Muito mais do que quilómetros.
Muito mais do que uma credencial.
Muito mais do que uma fotografia na Praça do Obradoiro.
É uma experiência.
E talvez seja isso que mais gosto na Variante Espiritual.
Ela não precisa de ser longa para ser profunda.
Um Caminho que faz parte de mim
Já fiz esta Variante dezenas e dezenas de vezes.
Há lugares que conheço de cor.
Há pessoas que fazem parte da minha passagem por aqui.
Há pequenas rotinas que se repetem.
Há histórias que já contei muitas vezes.
E, ainda assim, cada vez que volto existe qualquer coisa que não estava à espera de encontrar.
É isso que me faz continuar.
Porque o Caminho não é um cenário que repetimos.
É um lugar onde nós próprios chegamos diferentes.
Hoje, quando entro na Variante Espiritual, sinto que estou em casa.
E talvez seja essa a melhor maneira de explicar a relação que tenho com este percurso.
Não é uma história que inventei para contar.
É simplesmente aquilo que vivo.
Conheço este Caminho profundamente, mas continuo a percorrê-lo com respeito.
Porque sei que há coisas que nenhum mapa consegue mostrar.
E porque, depois de dezenas e dezenas de vezes, continuo a chegar a determinados lugares e a pensar exatamente a mesma coisa:
que sorte tenho de ainda poder sentir isto.

Sobre o Autor
Luís Guilherme Negrita é fundador da Passa Montanhas, Guia Profissional de Caminhos de Santiago e especialista em trekking e turismo pedestre.
Há mais de quinze anos que percorre montanhas e caminhos históricos, tendo caminhado centenas de etapas em diferentes rotas jacobeias e acompanhado centenas de peregrinos na preparação e realização do seu Caminho.
É também o criador da Academia do Peregrino, um projeto dedicado à partilha de conhecimento, formação e preparação de quem deseja viver o Caminho de Santiago de forma segura, consciente e enriquecedora.
Cada conselho apresentado neste artigo resulta da experiência adquirida no terreno, de milhares de quilómetros percorridos e do contacto permanente com peregrinos de diferentes idades, objetivos e níveis de experiência.
Porque cada peregrino é único.
E cada Caminho merece uma preparação à altura.

Direitos de Autor
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Quando é que será o próximo caminho?
Bom dia, como sou um guia privado, poderá ser em qualquer data desde que exista disponibilidade de agenda,
Obrigado
Boa noite, Luís Guilherme. Chamo-me Anna Christina Mello, brasileira. Neste ano, fiz o Caminho de Compostela sozinha pela Via Podiensis, do Puy-en-Velay à Conques, na França, em 12 dias (cerca de 200 km) e apreciei muito a experiência.
No próximo ano em setembro, gostaria de fazer um caminho especial para chegar a Santiago de Compostela de Portugal, de cerca de 150 a 200 km no máximo. Desta vez, estarei acompanhada de minha filha. Prefiro caminhos com variedades de experiências como essa variante, porém para mim a credencial de peregrina é importante. Agradeço-lhe muito se puder me sugerir um dos caminhos.